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'Novo' pagou R$ 382 mil a empresa de Deltan Dallagnol
Novo e Deltan dizem que o dinheiro remunerou serviços de comunicação, marketing e ampliação das filiações partidária
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Deltan Dallagnol (Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil)
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O Partido Novo destinou R$ 382 mil do Fundo Partidário, em 2025, à Comply Aperfeiçoamento Profissional e Pessoal, empresa que tem entre os sócios o ex-deputado Deltan Dallagnol, sua esposa e os três filhos do casal. A informação consta na prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral e foi publicada pela Folha de S.Paulo.
De acordo com o partido, os pagamentos, de R$ 42,5 mil mensais, remuneraram serviços de comunicação, marketing, mobilização das bases e ampliação do número de filiados. Deltan, que pretende disputar o Senado pelo Paraná, atua como “embaixador nacional” da legenda. Ele faz parte do grupo político do senador Sergio Moro e possui forte discurso contra a corrupção.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que o partido passou de 34,4 mil filiados, em setembro de 2023, para 81,7 mil em julho de 2026. O crescimento, entretanto, não esclarece quais materiais foram pela empresa, como o valor do contrato teve definição ou qual o impacto direto do trabalho nas novas filiações.
O QUE FOI ENTREGUE?
Os dados divulgados, no entanto, não apontam ilegalidade. A legislação eleitoral permite o uso do Fundo Partidário em propaganda, formação política e campanhas de filiação. Porém, exige contratos, notas fiscais detalhadas e provas da efetiva prestação dos serviços.
A principal questão é saber se os recursos financiaram ações institucionais do Novo ou materiais que possam ter favorecido individualmente a pré-candidatura de Deltan. Para esclarecer o caso, o partido precisaria tornar públicos o contrato, as notas fiscais, os relatórios e os conteúdos produzidos pela Comply.
Até o momento, o registro contábil informa para onde o dinheiro foi enviado, mas não permite verificar integralmente o que foi entregue. E, principalmente, se o preço foi compatível com o serviço e se houve separação entre a comunicação partidária e a promoção política do pré-candidato.
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