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UM ANO DEPOIS

Conversas no celular de Wycaro desmentem versão de Weliton

A afirmação é feita pelo advogado Thales Luan Domingues ao Portal RSN. Ontem (29) fez um ano da morte do jovem 'Peregrino do Amor'

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura
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(Foto: Reprodução/Facebook)wycaro-2
Um ano após a morte, crime contra Wycaro pode ser elucidado (Foto: Arquivo/RSN)[/caption] Ao completar um ano da morte do jovem Wycaro Domingues de Deus, o caso está prestes a ser concluído. Assim o ponto principal para essa conclusão foi o desbloqueio do celular da vítima e que desmente a versão do autor da sua morte. O jovem Weliton Marcos Chimilosk, de 20 anos, se apresentou à polícia acompanhado por advogado, horas depois do crime ocorrido na madrugada de 29 de março de 2019, em Guarapuava. Ele entregou a arma do crime. Entretanto, em depoimento o jovem negou que conhecia a vítima. Disse que Wycaro arrombou a porta da sua casa, na rua dos Médicos, no Residencial 2000. E que ambos entraram em luta corporal provocando o esfaqueamento fatal de Wycaro. [caption id="attachment_201531" align="aligncenter"]
(Foto: Reprodução/Facebook)welinton-2
Weliton confessou o crime (Foto: Arquivo/RSN)[/caption] Todavia, segundo o advogado da família da vítima, Thales Luan Domingues, em junho do ano passado, foi solicitado o desbloqueio do celular de Wycaro, comprovando que a versão dada por Weliton não condizia com a verdade. "Juntamos essas informações e mostramos que Weliton estava mentindo". O criminalista Násser Vinícius Zavonelli também atua na defesa. Conforme o advogado, Weliton e Wycaro eram íntimos. "No dia do crime, Weliton mandou a localização da sua casa para o Wycaro". Assim, em novo depoimento recente, embora tenha mantido a declaração que não conhecia a vítima, ao ser confrontado com as conversas por celular, Weliton "não conseguiu explicar direito". De acordo com Thales, informações que constam no celular de Wycaro são importantes para o processo e virão à tona no momento certo.

DEMORA

Conforme o advogado, o delegado que preside o inquérito pediu a prisão preventiva de Weliton logo após o crime. Porém, a 11ª Promotoria não acatou alegando falta de argumentos. Assim, o inquérito retornou à polícia para novas diligências, incluindo a restituição do crime. "Algumas foram feitas, outras não". Entretanto, segundo Thales, como mudou o promotor do caso, já que Wiliam Gil foi para Curitiba, o novo responsável pela 11ª Promotoria, requisitou o inquérito de volta e agora tem novo prazo para apresentar a denúncia. "Estamos trabalhando para que o promotor peça a prisão de Weliton para que lhe seja imputada uma pena que configure a gravidade do crime cometida. A morte de Wycaro teve grande impacto para a sociedade".

RELEMBRE

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Faixas em homenagem ao jovem morto (Foto: Arquivo/RSN)[/caption] Conhecido com o 'Peregrino do Amor', Wycaro desenvolvia projetos socais, em especial com jovens usuários de drogas. Porém, o trabalho social que já durava 10 anos, estendia-se a alcoólatras, depressivos e pessoas em qualquer situação de risco. Pela sua dedicação a esse público, o padre Jean Patrick disse que o jovem possuía um "ar de santidade" e que tinha orgulho de ter conhecido um santo em vida. Assim, o jovem continua recebendo muitas homenagens póstumas. Ele já denomina uma das ruas do bairro Industrial Xarquinho, onde morava. Procissões luminosas, carreatas e celebrações religiosas, mensalmente relembraram a trajetória do jovem missionário.

CAMINHADA

Familiares e amigos cancelaram o movimento agendado para esse domingo (29), para lembrar um ano da morte do jovem Wycaro Domingues de Deus. De acordo com a jornalista Andrea Alves, amiga da família, a causa foi o isolamento social por causa do coronavírus. Porém, ela diz que ninguém aceita o fato do autor do crime estar em liberdade. "Está tudo nas mãos do promotor, mas o assassino continua em liberdade". Leia outras notícias no Portal RSN.
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