O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano nessa quarta (4), interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. A decisão foi unânime, apesar da expectativa do mercado por uma nova redução.
O Banco Central justificou a manutenção pelo aumento das incertezas econômicas e pelas expectativas de inflação acima da meta. Em outubro, o IPCA-15 acumulou alta de 4,62% em 12 meses, superando o teto de 4,5%.
Com a decisão, o Brasil permanece na liderança mundial dos juros reais, com taxa de 9,49% ao ano, segundo levantamento da MoneYou e da Lev Intelligence. O patamar elevado encarece o crédito para famílias e empresas e limita o consumo e os investimentos.
Entidades empresariais e sindicais criticaram a decisão. CNI e Fiesp classificaram a política monetária como excessivamente conservadora, enquanto Apas, CUT e Contraf-CUT também manifestaram oposição.
O Copom não antecipou os próximos passos. A próxima reunião está prevista para dezembro.