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Salários e materiais mais caros pressionam custo da construção civil

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Da Redação, com Agência Brasil

São Paulo - O Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M) acelerou este mês ao passar de uma variação de 0,22% em julho para 0,40% em agosto. Nos últimos 12 meses, o índice acumula avanço de 4,36%. Houve aumento médio tanto de materiais, equipamentos e serviços (de 0,03% para 0,20%) quanto da mão de obra (de 0,37% para 0,56%).

O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) e foi calculado com base nos preços praticados entre 21 de julho e 20 de agosto em sete capitais: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Esse índice é um dos três componentes do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

Em relação ao grupo de materiais, equipamentos e serviços, a maior elevação ocorreu nos itens de acabamento (de 0,16% para 0,37%).Em média, os materiais e equipamentos apresentaram aumento de 0,22% ante 0,03%.

Também ficou mais caro contratar serviços que passou de 0,06% para 0,10%. Para alugar máquinas e equipamentos, as construtoras tiveram de desembolsar 0,14% acima do registrado em julho, mês em que o valor da locação tinha caído 0,9%.

REAJUSTE DE SALÁRIOS

A alta do INCC-M foi influenciada ainda pela concessão de aumentos salariais no Rio de Janeiro e Porto Alegre. Das sete capitais pesquisadas, cinco indicaram alta no custo da construção.

Em Belo Horizonte, o índice teve aumento de 0,21% ante uma estabilidade em julho. No Recife, ocorreu reversão saindo de uma baixa de 0,06% para uma alta de 0,29%.

No Rio de Janeiro, foi constatada forte correção, passando de 0,53% para 2,18%. Em Porto Alegre, o índice subiu de 1,12% para 1,30% e, em São Paulo, de 0,02% para 0,05%. Já em Salvador, houve queda de 0,06% ante 0,02% e, em Brasília, o custo desacelerou (de 0,37% para 0,09%).