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Mais de 20 estabelecimentos comerciais são lacrados em Guarapuava (Foto: Arquivo/RSN)
PANDEMIA

Quem aglomera é a população e não o comércio, dizem empresários

Festas clandestinas, pessoas sem utilizar máscaras e aglomerações marcam o cotidiano da pandemia. Comércio se ressente ao ficar fechado

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Mais de 20 estabelecimentos comerciais são lacrados em Guarapuava (Foto: Arquivo/RSN)

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Mais de 20 estabelecimentos comerciais são lacrados em Guarapuava (Foto: Arquivo/RSN)Mais de 20 estabelecimentos comerciais são lacrados em Guarapuava (Foto: Arquivo/RSN)
População busca o comércio pelas ruas da cidade (Foto: Arquivo/RSN)[/caption] O número de aglomerações, principalmente em festas clandestinas, mostram onde está o foco de proliferação da covid-19. De acordo com os boletins policiais, os fins de semana estão sendo marcados por flagrantes de festas, com pessoas sem máscaras. Conforme o boletim da Polícia Militar desse domingo (30), numa churrascaria 21 jovens se aglomeravam. Havia droga, bebidas e ninguém usava máscaras. Em Curitiba, apesar do 'lockdown' decretado, segundo a Agência Estadual de Notícias, aglomerações, comércios abertos clandestinamente, uso de drogas e venda e consumo de bebidas alcoólicas marcaram o fim de semana. De acordo com a Agência, o trabalho resultou em 44 pontos comerciais fiscalizados, 193 autuações administrativas lavradas e 20 pessoas encaminhadas. Dessas quatro prisões em flagrante e 16 encaminhamentos para Termo Circunstanciado, da noite de quinta (27) a domingo (30). Situações como essas, confirmam o 'mantra' quem vem sendo repetido pelo comércio. "Não é o comércio que é o responsável pelo avanço da pandemia", afirmaram em uníssono os representantes comerciais de Guarapuava. Eles participaram de reunião virtual com a Prefeitura nesse domingo (30). Para o representante da Associações Paranaense de Supermercados (APRAS), Maurício Hycy, o setor se mostra solidário com o Município. Entretanto, ele acredita que restringir o funcionamento de uma atividade essencial, como os supermercados, irá apenas criar aglomerações, mesmo com a limitação da capacidade. Por isso, segundo ele, a entidade preocupa-se e crê que a ampliação dos dias e horários de funcionamento são benéficos para a população.

ACIG PEDE BANDEIRA AMARELA

Já a presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (ACIG), Elaine Scartezini, criticou um dos setores do comércio e o responsabilizou pela aglomeração. Todavia após expor as angústias da atividade comercial, voltou a insistir que o comércio não essencial tenha o atendimento flexibilizado. Entretanto, após ouvir as explicações de como vai funcionar a Matriz de Monitoramento que vai nortear novas medidas restritivas, pediu que o prefeito Celso Góes vá para a 'bandeira amarela' de imediato. Todavia, é preciso entender que as cores das bandeiras serão determinadas com embasamento científico. A base da análise pontua-se por dois pilares: números epidemiológicos e a capacidade de atendimento nas UTIs. Portanto, a determinação não ocorrerá de forma aleatória. "Não é como comprar alguma coisa na padaria", observou o prefeito. Trata-se de estudos com embasamento técnico e científico". [caption id="attachment_231965" align="aligncenter"]
(Imagem: Reprodução)(Imagem: Reprodução)
(Imagem: Reprodução)[/caption] Já o presidente do Sindicomércio Varejista, Abrão José Melhem, após fazer coro aos pedidos dos colegas, lembrou que as pessoas não estão utilizando máscaras. O líder empresarial se mostrou solidário às iniciativas oficiais e disse que Guarapuava precisa salvar vidas. Conforme o prefeito Celso Góes, a reunião serviu para apresentar como funcionará as medidas restritivas daqui em diante e pediu a colaboração da classe empresarial. Um novo decreto será divulgado na noite desta segunda (31). Leia outras notícias no Portal RSN.
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