Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Edifício-Sede do Banco Central em Brasília (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
ECONOMIA

Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano

Pela quinta vez consecutiva, o Copom decide manter a taxa inalterada. A decisão era esperada pelos analistas financeiros

Vallery Nascimento Jornalista
3 min de leitura

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

[caption id="attachment_277783" align="aligncenter"]
Edifício-Sede do Banco Central em Brasília (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)Edifício-Sede do Banco Central em Brasília (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Pela quinta vez consecutiva, o Copom decide manter a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)[/caption] Apesar da desaceleração da economia e das pressões de parte do governo, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. Mas a decisão era esperada pelos analistas financeiros. Em comunicado, o Copom informou que o ambiente internacional se deteriorou desde a última reunião do órgão. Isso por causa da situação dos bancos nos Estados Unidos e na Europa e com a inflação na maioria dos países não cedendo. Na economia doméstica, a desaceleração continua, com a inflação acima do teto da meta. De acordo com a Agência Brasil, o texto menciona incertezas em relação ao futuro arcabouço fiscal em elaboração pelo governo, mas elogia a recente reoneração parcial da gasolina e do etanol.

Por um lado, a recente reoneração dos combustíveis reduziu a incerteza dos resultados fiscais de curto prazo. Por outro lado, a conjuntura, marcada por alta volatilidade nos mercados financeiros e expectativas de inflação desancoradas em relação às metas em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária. Nesse cenário, o Copom reafirma que conduzirá a política monetária necessária para o cumprimento das metas.

A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a quinta vez seguida em que o BC não mexeu na taxa, que permanece nesse nível desde agosto do ano passado. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1% para a economia em 2023. Mas conforme a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 0,88% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Leia outras notícias no Portal RSN.