
E AS PROVAS?
Há cerca de 500 dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prometeu que apresentaria provas de fraudes nas eleições de 2018. No dia 9 de março de 2020, ele fez a declaração, afirmando que terias as provas em mãos.No entanto, Bolsonaro já foi desafiado três vezes em ações na justiça a apresentar, mas segue em silêncio. Nos tribunais, o presidente nunca apresentou qualquer indício de irregularidade.Acredito que, pelas provas que tenho nas minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu fui eleito em primeiro turno. Mas no meu entender houve fraude, tá?
IVERMECTINA
Além disso, Bolsonaro também segue tecendo comentários preconceituosos em relação à pandemia do coronavírus. Nessa quarta (21), durante uma entrevista, o presidente voltou a defender o uso de medicamentos comprovadamente sem eficácia científica, para o combate da covid-19, conhecidos como 'kit covid'. Assim, defendeu o uso de ivermectina. Ele afirmou que tomou o medicamento e que outros integrantes do Palácio do Planalto também utilizaram o remédio. Além disso, o presidente mencionou a cloroquina, também sem eficácia comprovada. Em seguida, o entrevistador relatou que também utilizou o medicamento ao contrair a covid-19. Assim, Bolsonaro rebateu "cuidado, que ivermectina mata bichas hein? Cuidado".15 OU 23?
Novamente contradizendo as próprias afirmações, o presidente do Brasil está preparando a retomada do Ministério do Trabalho. A 'nova' pasta deve ser ocupada por Onyx Lorenzoni, hoje à frente da Secretaria-Geral da Presidência. No entanto, mais uma vez, o movimento contraria o que o presidente prometeu na campanha em 2018. Em outubro daquele ano, Bolsonaro que era candidato pelo PSL, disse que montaria em três semanas "um ministério enxuto, com no máximo 15 ministros, que possa representar os interesses da população, não de partidos". Entretanto, ao contrário da promessa ocorreu uma dança de cadeiras. Agora, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) deve assumir a Casa Civil na vaga do general Luiz Eduardo Ramos, que tende assumir a Secretaria-Geral. Sem falar no troca-troca no Ministério da Saúde e em outros ministérios, como a recente substituição no Ministério do Meio Ambiente. O ressurgimento do Ministério do Trabalho, se concretizado, levará a 23 o total de pastas no governo Bolsonaro, oito a mais do que o máximo anunciado há três anos. Por fim, a medida representaria um enfraquecimento das atribuições do chefe da Economia, Paulo Guedes.
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