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ARMADILHA

Caixa paga parcela nesta quinta e já liberou empréstimo consignado

Por ser área de risco, juros de 3,45% ou 41,4% ao ano são maiores que os de outros modelos de crédito consignado, conforme disse a Caixa

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Caixa libera empréstimo consignado (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)[/caption] A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta (13) a parcela de outubro do Auxílio Brasil. Conforme a Agência Brasil podem receber os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2. Esta é a terceira parcela com o valor mínimo de R$ 600, que vigora até dezembro. A partir de janeiro, no entanto, o valor recua para R$ 400, a não ser que uma nova proposta de emenda à Constituição seja aprovada. De acordo com a Agência, os beneficiários do Auxílio Brasil já podem pegar empréstimo consignado com juros de 3,45% ao mês na Caixa Econômica Federal. Em entrevista coletiva, o banco informou que, até o início da tarde de terça (11), primeiro dia da liberação, tinha firmado 23,5 mil contratos. Esses contratos somam R$ 61,3 milhões em crédito.

RISCOS

A liberação desse empréstimo, todavia, chama a atenção em dois pontos: um deles é que a taxa de juros de 3,45% ou 41,4% ao ano é maior que a de outros modelos de crédito consignado. Conforme explicou a vice-presidente de Negócios de Varejo da Caixa, Thays Cintra, a taxa é maior por tratar-se de um produto novo. "A área de risco do banco fez simulações e considerou que pode haver perdas para instituição por causa da entrada e da saída de beneficiários do Auxílio Brasil". O segundo ponto é observado pelo economista e professor de Mercado Financeiro da Universidade de Brasília César Bergo. Ele enumerou alguns riscos, como assédio das instituições financeiras, golpes e comprometimento de até 40% do rendimento mensal por famílias de baixa renda. A Caixa, entretanto, informou que oferece dicas de educação financeira para os usuários. O beneficiário pode dividir o débito em 24 meses, com prestação mínima de R$ 15 e máxima de 40% do valor do benefício. Leia outras notícias no Portal RSN.
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