
A CPI não pode sequestrar a minha honra e de qualquer um que seja. Peço ao STF que garanta que eu possa defender a minha honra e dizer que não tenho nada a ver com Covaxin e que ajo no interesse do Brasil.
Além do pedido para que possa depor, Barros se utiliza das redes sociais para tentar sensibilizar os senadores. A postagem de vídeos é a estratégia utilizada pelo parlamentar. Entretanto, pesa contra o paranaense o fato de que o grupo composto por sete senadores de oposição e independentes ao governo é que decide os rumos da comissão.
E o que o G7 entende é que Barros insiste em depor para 'estancar' desgastes tanto dele quanto do presidente. Missão que cabe bem a ele enquanto líder da bancada governista na Câmara. Por isso, a intenção é deixá-lo por último, após levantamento de todas as denúncias.
ENVOLVIMENTO
O nome do ex-ministro da Saúde, e hoje líder do governo bolsonarista surgiu durante depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e do irmão, o chefe de importação do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda. Este último disse que sofria “pressões anormais” de superiores para que agilizasse a importação da Covaxin. Dessa forma, a vacina indiana do laboratório Bharat Biotech, chegaria ao Brasil pela empresa nacional Precisa Medicamentos. O contrato assinado mostrava o valor de R$ 1,6 bilhão, para compra de 20 milhões de doses. Porém, o acordo encontra-se suspenso após as suspeitas de irregularidades. De acordo com Miranda, o presidente Jair Bolsonaro mencionou Ricardo Barros como sendo o intermediador do suposto esquema na compra superfaturada da vacina indiana. E o que chama a atenção é que durante a pandemia, uma emenda sob as benção de Barros facilitaria a compra de vacinas. Há suspeitas de que essa interferência tenha ligações com as pressões pela compra da Covaxin.OUTRA
Embora não esteja confirmado possível envolvimento de Ricardo Barros na negociação da vacina chinesa Convidecia, em junho último, há ligações sob a mira da CPI. Isso porque o deputado possui estreito relacionamento com a farmacêutica Belcher, de Maringá. A 'Cidade Canção' é a terra onde a Família Barros impera. De acordo com as informações, a Belcher assinou contrato com o Ministério da Saúde. Seria a intermediária para a compra da vacina chinesa por US$ 17 a dose. A compra total seria superior a R$ 5 bilhões, constituindo-se no imunizante mais caro do país. Além disso, outros fatos confirmam a amizade entre o deputado e sócios da Belcher. Vamos aos fatos: um eles, Daniel Moleirinho Feio Ribeiro é filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, o Chiquinho Ribeiro. Ele presidiu a Companhia de Urbanização de Maringá, quando Barros era prefeito da cidade, entre 1989 a 1993. Depois, quando Cida Borghetti, esposa de Barros, assumiu o Governo do Paraná, em 2018, Chiquinho tornou-se diretor da Sanepar. Leia outras notícias no Portal RSN.