Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Cow milking facility and mechanized milking equipment
DESDOBRAMENTO

Produtores de Guarapuava perdem cerca de 100 mil litros de leite por dia

Em decorrência da greve dos caminhoneiros, não há circulação de veículos para coleta e entrega do produto

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Cow milking facility and mechanized milking equipment

A Cooperativa Agropecuária Mista Guarapuava (Coamig), que reúne 500 produtores de leite da região, está com suas atividades suspensas. A paralisação ocorre desde o início da greve nacional dos caminhoneiros, na última segunda feira (21). A cada dia sem produção, cerca de 100 mil litros de leites deixam de ser coletados pela cooperativa. [caption id="attachment_158775" align="alignleft"]
Cow milking facility and mechanized milking equipmentCow milking facility and mechanized milking equipment
(Foto: iStock)[/caption] De acordo com Luiz Arthur Silvestri, gerente de leite da Coamig, a paralisação dos serviços na indústria ocorreu assim que a Cooperativa teve ciência da greve nacional. “Considerando que trabalhamos com um produto perecível, que é o leite, temos ciência que perderíamos muito em qualidade a partir da coleta do produto, em meio a paralisação dos caminhoneiros. Então, paramos imediatamente de coletar e providenciamos a entrega de nosso estoque para crianças de um projeto que acolhemos”. Segundo o gerente de leite, a Cooperativa conta atualmente com produtores de leite de 22 municípios da região. Mesmo considerando que as interdições da greve preveem a liberação de caminhões com materiais perecíveis, os produtores e cooperativas sentem os desdobramentos em outro aspecto. “Sabemos que caminhões carregados de leite estão passando, mas quando o caminhão vem vazio, não é liberado. Além disso, mesmo que ele consiga chegar até nossa cooperativa, daqui da Coamig, temos que transportar o leite até outros municípios e Estados, como Ponta Grossa e São Paulo. A solução mais viável é realmente paralisar”. De acordo com Luiz, considerando que a greve chegou hoje (23) ao seu 3º dia consecutivo, e que não há perspectiva de suspensão, o cenário é crítico. SINDICATO Na tarde desta quarta feira, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (SINDILEITE-PR), ao qual a Cooperativa de Guarapuava é filiada, emitiu uma nota manifestando preocupação com relação a paralisação da classe dos caminhoneiros no Paraná. A nota reitera o prejuízo direto as agroindústrias de laticínios e declara que milhares de produtores estão jogando seus produtos fora por não possuírem formas de armazenar. A nota reforça o anúncio de paralisação de Cooperativas no Estado, que assim como a Coamig, suspenderam suas atividades por não receberem o produtor in natura para industrializar, não possuírem estoques de insumos básicos como embalagens, e por excesso de estoque de produtos armazenados. O Sindicato, por meio da nota, exige que o Governo Federal viabilize uma solução, considerando o desabastecimento do mercado.

Compartilhar