
A política do Sinal Vermelho é unificada com o Poder Executivo, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Segurança Pública, enfim, todas as repartições. No Paraná nós intensificamos essa participação através das vereadoras, Procuradorias Municipais da Mulher, Câmaras Municipais e Secretarias Municipais da Mulher.
O PEDIDO DE AJUDA
Apesar de se chamar Sinal Vermelho, mulheres podem fazer um X na mão com qualquer material com tinta. A orientação da cor vermelha é para facilitar a identificação do sinal por outras pessoas no momento que a mulher mostrar o X. Quem ver, deve anotar o máximo de características que identifiquem a vítima e, imediatamente, ligar para o 190.
De acordo com a deputada Cristina Silvestri, quando o assunto é combate à violência, o objetivo é instituir políticas públicas, adotadas nos programas governamentais, para que as mulheres tenham proteção efetiva contra a violência e mais opções para pedirem socorro.
Nosso objetivo é poder dar cada vez mais opções para as mulheres pedirem ajuda e denunciarem a violência. Envolver a sociedade nesse processo de combate é fundamental, por isso o Sinal Vermelho é tão importante. Desperta a empatia das pessoas e as vítimas sentem que podem ter amparo em qualquer lugar.
O conceito de pedido de ajuda silencioso não é à toa: veio da necessidade de se criar um mecanismo em que as mulheres conseguissem denunciar a violência sem chamar a atenção, já que, por conta da pandemia, estão passando mais tempo com seus agressores. A lei se soma a outras legislações idealizadas por Cristina para a proteção da mulher, como o Botão do Pânico, recentemente expandido para o Paraná, e as diretrizes para os grupos de reeducação de agressores.
"Essas leis contribuem, em paralelo, para a consciência coletiva contra a impunidade, de denúncias contra malfeitores e até para evitar tragédias. Todos podem contribuir com isso".
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