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SAÚDE

Paraná reverte queda e alcança maior índice de vacinação da década

Estado aplicou mais de 87 milhões de doses e atingiu as metas de cobertura em 10 imunizantes, segundo dados da Sesa e do Ministério da Saúde

Thiago de Oliveira
Thiago de Oliveira Jornalista
6 min de leitura
A recuperação ocorreu após uma mobilização entre o Governo do Estado e os 399 municípios paranaenses
A recuperação ocorreu após uma mobilização entre o Governo do Estado e os 399 municípios paranaenses

O Paraná alcançou a maior cobertura vacinal dos últimos dez anos após reverter a tendência de queda registrada desde 2016. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do Ministério da Saúde, o Estado já aplicou mais de 87 milhões de doses no período.

A recuperação ocorreu após uma mobilização entre o Governo do Estado e os 399 municípios paranaenses. O cenário de redução nas taxas de imunização se agravou durante a pandemia de covid-19, em meio à circulação de informações falsas e ao fortalecimento de movimentos contrários às vacinas.

Em 2021, considerado o ponto mais crítico desse histórico, o Paraná atingia a meta de cobertura de 90% do Ministério da Saúde em apenas um imunizante: a vacina contra o HPV para meninas, com 93%. A partir de 2023, as ações para ampliar a imunização foram intensificadas.

Em 2024 e 2026, o Estado passou a alcançar a meta em 10 imunizantes, superando os índices registrados em 2015. Entre os avanços, a cobertura da BCG subiu de 82% em 2021 para 100% em 2026. No mesmo intervalo, a vacinação contra a poliomielite passou de 80% para 95%, enquanto a pentavalente avançou de 81% para 94%.

ESTRATÉGIAS DE VACINAÇÃO

A recuperação dos índices envolveu capacitação das equipes municipais, mapeamento de territórios e ações para ampliar o acesso às vacinas. As escolas também participaram da mobilização: mais de 1,2 milhão de carteirinhas de estudantes foram avaliadas, o que resultou na aplicação de 509 mil doses.

Outras medidas incluíram a abertura de unidades de saúde aos sábados durante os chamados Dias D, ações de vacinação fora dos postos de saúde e reforço da imunização nas Regiões de fronteira.

Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, manter a caderneta atualizada é uma das principais estratégias para reduzir o risco de reintrodução de doenças evitáveis, como poliomielite, sarampo e influenza.

DESTAQUE NACIONAL

O Paraná ocupa o primeiro lugar da Região Sul nas coberturas de todas as vacinas do calendário infantil para crianças de até dois anos, conforme os dados divulgados pelo Estado.

No ranking nacional, lidera a cobertura da primeira dose da tríplice viral, com 100%, ante 94% da média brasileira. Também está à frente na segunda dose do imunizante, com 87%, contra 79% no País, e na vacina contra a hepatite A infantil, com 89%, diante de 83% da média nacional.

O Estado também aparece em segundo lugar no Brasil nas coberturas contra poliomielite (95%), pentavalente (94%), rotavírus (97%), meningocócica (96%), febre amarela (89%) e varicela (87%). Na vacina pneumocócica, ocupa a terceira posição, com 97%.

Entre os adolescentes, a vacinação contra o HPV alcançou 91% de cobertura entre meninas e 87% entre meninos. A imunização do público masculino começou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2017, quando a adesão era de 28%.

De acordo com a Sesa, o avanço também contribuiu para reduzir em 45% o número de municípios paranaenses classificados como de alto risco para o sarampo. O Estado informa ainda que está há seis anos consecutivos sem registrar casos da doença.