Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Moeda atingiu maior valor nominal desde criação do real (Foto: Agência Brasil)
ECONOMIA

Dólar ultrapassa R$ 5,50 e bolsa cai em dia de nervosismo

O dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 5,50 e fechou o dia no maior valor nominal – sem considerar a inflação – desde a criação do real

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Moeda atingiu maior valor nominal desde criação do real (Foto: Agência Brasil)

[caption id="attachment_203668" align="alignnone"]
O atual cenário do país contribui para o aumento do dólar (Foto: Reprodução/AEN)O atual cenário do país contribui para o aumento do dólar (Foto: Reprodução/AEN)
Moeda atingiu maior valor nominal desde criação do real (Foto: Agência Brasil)[/caption] Num dia de nervosismo no mercado brasileiro, o dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 5,50. Assim, fechou no maior valor nominal – sem considerar a inflação – desde a criação do real. A moeda encerrou essa quinta (23) vendida a R$ 5,528, com alta de R$ 0,118 (+2,19%). A bolsa caiu, depois de passar boa parte do dia em alta. De acordo com a Agência Brasil, a cotação iniciou a sessão próxima da estabilidade. Porém, disparou no decorrer da tarde até fechar na máxima do dia. A divisa acumula alta de 37,75% em 2020. Além disso, a alta poderia ter sido maior caso o Banco Central (BC) não tivesse intervindo no mercado. A autoridade monetária fez dois leilões de contratos novos de swap – venda de dólares no mercado futuro – e rolou (renovou) contratos de swap antigos que vencerão em junho. Um dos fatores que impulsionou a cotação foi a declaração dada ontem (22) pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, de que o cenário para a Selic (taxa básica de juros) mudou depois da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais por estrangeiros. As tensões políticas internas também interferiram no mercado.

BOLSA DE VALORES

Ainda de acordo com a Agência Brasil, as tensões políticas interferiram na bolsa de valores. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta quinta aos 79.673 pontos, com baixa de 1,26%. Assim, o indicador operou em alta até o início da tarde, mas reverteu a tendência no fim do dia. Além disso, o Ibovespa descolou-se do mercado externo. Influenciado pela recuperação da crise de petróleo e por um pacote de ajuda a empresas norte-americanas, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com ganhos de 0,17%. Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. No entanto, a perspectiva de que vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos relaxem as restrições após a superação do pico da pandemia anima os mercados. Leia outras notícias no Portal RSN.