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Desmatamento na Serra da Esperança gera R$ 4,2 milhões em multas
Flagrantes do desmatamento de 406 ha do principal bioma da Mata Atlântica da Região ocorreram em Guarapuava, Prudentópolis e Inácio Martins
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
O Batalhão de Polícia Ambiental-Força Verde (BPAmb-FV) e o Instituto Água e Terra (IAT) divulgaram, nesta quarta-feira (22) o balanço final da Operação Esperança, planejada para flagrar crimes ambientais contra a flora. Foram alvo das ações propriedades localizadas nas cidades de Guarapuava, Prudentópolis e Inácio Martins, no Centro-Sul do estado. As fiscalizações terrestres e aéreas, que ocorreram entre os dias 14 e 18 deste mês, geraram mais de R$4,2 milhões em multas por crimes ambientais. -
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[caption id="attachment_233238" align="aligncenter"]O Batalhão de Polícia Ambiental-Força Verde (BPAmb-FV) e o Instituto Água e Terra (IAT) divulgaram, nesta quarta-feira (22) o balanço final da Operação Esperança, planejada para flagrar crimes ambientais contra a flora. Foram alvo das ações propriedades localizadas nas cidades de Guarapuava, Prudentópolis e Inácio Martins, no Centro-Sul do estado. As fiscalizações terrestres e aéreas, que ocorreram entre os dias 14 e 18 deste mês, geraram mais de R$4,2 milhões em multas por crimes ambientais. -O Batalhão de Polícia Ambiental-Força Verde (BPAmb-FV) e o Instituto Água e Terra (IAT) divulgaram, nesta quarta-feira (22) o balanço final da Operação Esperança, planejada para flagrar crimes ambientais contra a flora. Foram alvo das ações propriedades localizadas nas cidades de Guarapuava, Prudent Imagem mostra parte do desmatamento flagrado pela Polícia Ambiental e IAT (Foto: Batalhão de Polícia Ambiental)[/caption]
Um dos mais importantes biomas na Região Centro-Sul, a Serra da Esperança, está sendo devastada. Conforme a 'Operação Esperança', proprietários de áreas em Guarapuava, Prudentópolis e Inácio Martins estão entre os infratores. Assim, eles contribuíram para que os crimes ambientais flagrados resultassem em R$ 4,2 milhões de multas.
Entretanto, vale lembrar que a Área de Proteção Ambiental (AP) da Serra da Esperança é uma das mais importantes para a biodiversidade da Região, e originou da Lei nº 9.905/1992.
De acordo com a Polícia Ambiental a fiscalização contou com o Instituto Água e Terra (IAT), entre 14 e 18 de junho. Conforme o balanço divulgado nesta quarta (23), verificaram-se 40 locais denunciados. Essa fiscalização flagrou 406 hectares de área desmatada, segundo o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.
As equipes percorreram dezenas de quilômetros para localizar e medir as áreas desmatadas. As vistorias contaram com apoio de uma aeronave do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aérea (BPMOA). Essa parceria nos permite coibir os crimes ambientais com uma maior eficácia em todo o Estado.
Segundo o comandante do Batalhão Ambiental-Força Verde, tenente-coronel Jean Rafael Puchetti Ferreira, as operações têm sido constantes. "São ações em todo o Paraná para proteger o meio ambiente e a integração com o IAT garante uma abrangência em área de atuação".
DENÚNCIAS
De acordo com o gerente de Fiscalização e Monitoramento Ambiental do IAT, Álvaro Goes, a definição das áreas vistoriadas decorre de alertas emitidos pelo MapBiomas. Assim como de denúncias registradas pelo 181.
“São canais de suma importância. O MapBiomas, por exemplo, é uma ferramenta on-line com imagens de satélite bastante utilizada pelo órgão ambiental. Com ele, conseguimos identificar irregularidades. Além de coibir diversos crimes ambientais, incluindo o desmatamento”.
Conforme o Instituto, apenas o BPAmb-FV fiscalizou 236,5 hectares de área. As equipes lavraram Autos de Infração Ambiental (AIA) no valor de R$ 1,97 milhão em multas. Já o Instituto Água e Terra (IAT) vistoriou o total 169,4 hectares de área. Tudo isso resultou na aplicação de mais R$ 2,25 milhões em multas. Do total de pontos, em três localidades não houve constatação de crimes ambientais. Os fiscais também se depararam com um local em regeneração e outro com corte de Araucária, árvore símbolo do Paraná.
De acordo com o tenente-coronel Puchetti a preservação da APA depende também de denúncias da população. “A população tem papel fundamental neste processo”.
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