A equoterapia, prática terapêutica que utiliza cavalos para auxiliar no desenvolvimento físico, emocional e social, poderá ganhar novos incentivos no Paraná. A deputada estadual Cristina Silvestri (PP) apresentou à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) o Projeto de Lei 796/2026. O texto, segundo a parlamentar, estabelece diretrizes para fortalecer a atividade e ampliar as oportunidades de acesso, especialmente para pessoas com deficiência.
Apresentada na sessão plenária de 6 de outubro, a proposta reconhece a importância da equoterapia como recurso complementar de reabilitação. Conforme Cristina Silvestri, busca estimular a formação de profissionais, o desenvolvimento de pesquisas e a parceria entre instituições de ensino, entidades sociais e centros especializados.
A atividade é feita com acompanhamento de profissionais das áreas de saúde, educação e equitação. Os movimentos do cavalo proporcionam estímulos que, conforme as necessidades de cada paciente, podem contribuir para melhorar o equilíbrio, a postura, a coordenação motora e a interação social.
“Esses estímulos ajudam no desenvolvimento físico e emocional e melhoram a qualidade de vida, especialmente das pessoas com deficiência”.
INCLUSÃO E QUALIDADE DE VIDA
A importância do projeto também está na possibilidade de fortalecer iniciativas que tornem a equoterapia mais conhecida e acessível. Atualmente, a oferta desse tipo de atendimento depende da existência de espaços adequados, equipes capacitadas e recursos para a manutenção das atividades, o que pode dificultar o acesso de algumas famílias.
Ao incentivar a cooperação entre diferentes instituições, a proposta busca criar condições favoráveis à expansão e à qualificação dos serviços, respeitando as necessidades individuais dos pacientes.
“Precisamos divulgar as contribuições que a atividade pode oferecer ao equilíbrio, à coordenação motora, à postura e à interação social, respeitadas as particularidades de cada pessoa”.
O texto também reforça a importância da segurança durante as sessões, com profissionais habilitados, equipamentos apropriados e acompanhamento individualizado. A proteção e o bem-estar dos cavalos utilizados nas atividades também estão entre os cuidados previstos.
A proposta segue os princípios da Lei Federal 13.830/2019, que regulamenta a equoterapia no Brasil e estabelece critérios para a prática. O PL 796/2026 segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e das demais comissões competentes da Assembleia Legislativa antes de ser submetido à votação em plenário.