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Confiança da indústria cresce pelo terceiro mês consecutivo

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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Da Redação, com Assessoria

Brasília - Os empresários brasileiros estão menos pessimistas com o desempenho das empresas e da economia brasileira. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) subiu pelo terceiro mês consecutivo e alcançou 47,3 pontos em julho. O valor é 10,1 pontos maior do que os 37,2 pontos registrados em julho de 2015. Mesmo assim, o indicador continua inferior à média histórica, que é de 54,3 pontos, e está abaixo da linha divisória de 50 pontos, que divide otimismo do pessimismo. As informações são da pesquisa divulgada nesta sexta feira (15), pela Confederação Nacional da Indúsrtia (CNI).

A confiança ainda é menor nas pequenas indústrias e maior nas empresas de grande porte. Nas pequenas, o ICEI ficou em 44,7 pontos e, nas grandes, em 48,8 pontos. O setor mais pessimista é a indústria da construção, em que o ICEI está em 44,4 pontos. Nas indústrias extrativas e de transformação, o indicador ficou em 48 pontos. As perspectivas dos empresários para os próximos seis meses também melhoraram. O indicador de expectativas em relação à situação das empresas e da economia subiu para 52,3 pontos em julho, o que mostra otimismo dos industriais. O indicador de expectativas está acima da linha divisória dos 50 pontos e é 10,3 pontos superior aos 42 pontos registrados em julho do ano passado.

"A recuperação da confiança dos empresários é condição fundamental, mas insuficiente para a reativação da atividade. É preciso criar também condições para que as expectativas se materializem na economia real", afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Ele diz que, além das medidas estruturais como o ajuste fiscal e a reforma da Previdência, a retomada do crescimento depende de ações que facilitem a operação das empresas no curto prazo. Entre as ações emergenciais, estão a melhoria das condições de acesso ao crédito e a ampliação do prazo de recolhimento dos impostos. A proposta da CNI é adequar os prazos de pagamento dos tributos ao calendário de recebimento das vendas pela indústria.