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SEM NOTÍCIAS

Desaparecimento de Acir ainda é mistério

Suspeitos sustentam versão que Acir foi embora. Para polícia, tese é de morte antecedida por extorsão mediante sequestro

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Acir continua desaparecido (Foto: Reprodução/Facebook)[/caption] Após mais de cinco meses desde o dia em que saiu de casa e não mais voltou, o desaparecimento de Acir Roberto de Almeida, em Guarapuava, continua sem solução. Ele foi sequestrado no dia 30 de novembro e extorquido em mais de R$ 100 mil, valor que estava depositado numa conta bancária. Oito pessoas foram presas por envolvimento em transações financeiras feitas com o dinheiro retirado pela própria vítima e entregue a um vizinho, que confessou o sequestro mediante extorsão. Com ele e mais outro homem, a polícia civil recuperou R$ 80 mil e uma caminhonete de propriedade da vítima. De acordo com o delegado Bruno Maciozek, que preside o inquérito, os presos continuam sustentando a tese inicial de que Acir teria simulado o próprio sequestro, ficado com parte do dinheiro sacado, chamado um Uber e sumido. Para sustentar essa versão, o suspeito da autoria, que foi preso junto com outro homem após ter ateado fogo na caminhonete de Acir, fez montagens amadoras no perfil da vítima em redes sociais, dando a entender que a vítima estaria trabalhando no Mato Grosso. A polícia, porém, continua tratando o caso como extorsão mediante sequestro e seguido de assassinato. O que “emperra” a solução do caso é que nenhum suspeito revela onde está o corpo de Acir. Porém, de acordo com o criminalista Loêdi Lisovisk, professor de Direito Penal da Faculdade Guarapuava, em live com o RSNTV, casos como esse são complexos. “Existe uma dificuldade, mas não existe o corpo. A pergunta é: existe uma testemunha”? Segundo Loêdi, no caso de não haver o corpo, informações de uma testemunha devem suprir essa falta. Ele cita como exemplo, o caso envolvendo o goleiro Bruno em que uma testemunha afirmou que a modelo e atriz Elisa Samudio teria sido morta por estrangulamento. Em seguida, o cadáver teria sido esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto. O corpo, entretanto, ainda não apareceu. No caso de Acir, segundo o criminalista, o Estado tem que dar uma resposta.