Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
(Foto: Reprodução/Pixabay)
APÓS 10H DE JULGAMENTO

Após acusação de promotor, réus surpreendem e assumem os crimes em Guarapuava

Durante o processo, Luan, Bruno e Alisson negavam a autoria de tentativa e de homicídio

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

(Foto: Reprodução/Pixabay)

O Tribunal do Júri em Guarapuava teve uma sessão de julgamento inusitada na última semana. Após 10 horas de júri, o promotor Claudio Cortesia conseguiu reverter a posição dos três réus. Luan Alan Ribaski, Bruno Ferreira da Silva e Alisson Caetano foram julgados pela morte de Isaias de Souza Lourenço. Pesava sobre eles também a tentativa de homicídio contra Kenedy Willian Sá Medeiros de Souza e Joceon de Sá de Moraes. Esses crimes foram cometidos em 4 de dezembro de 2011. [caption id="attachment_181634" align="aligncenter"]
(Foto: Stocco/RSN)(Foto: Stocco/RSN)
O advogado Miguel Nicolau Júnior (Foto: RSN)[/caption] De acordo com o criminalista Miguel Nicolau Júnior, até o pronunciamento de Cortesia, os réus estavam negando a autoria dos crimes. “Porém, o promotor fez uma acusação pesada, mas muito humana e que acabou tocando os réus”. Luan foi o primeiro a rever o posicionamento inicial e a confessar a autoria. Ele foi seguido por Bruno e Alisson. Os três surpreenderam as partes. Em seguida a juíza que presidia o Tribunal do Júri, Susan Nataly Dayse Perez da Silva, reabriu a palavra ao promotor. “Num senso de humanidade e de justiça o promotor pediu que os réus fossem condenados a penas menores”. De acordo com Miguel Nicolau Júnior, dos possíveis 25 anos de condenação, houve a redução para penas inferiores a oito anos. O que permite o cumprimento em regime monitorado, ou seja, com tornozeleira eletrônica.

INÉDITO

[caption id="attachment_186206" align="aligncenter"]
cortesia
Promotor Claudio Cortesia[/caption] De acordo com o Ministério Público e com Miguel Nicolau Júnior, que atua há mais de 30 anos, esta foi a primeira vez que isso aconteceu na Comarca de Guarapuava. “Eu nunca tinha visto uma coisa dessa. É inédito”. Conforme o advogado, Luan disse que assumiu a autoria do crime porque ficou comovido com as palavras do promotor. “Ele preferiu assumir os crimes e pagar à justiça. Em seguida, os demais fizeram a mesma coisa”. Conforme Nicolau Júnior, quando os três cometeram os crimes eram muito jovens. “Hoje eles amadureceram. Tem empregos bons, casaram e tem filhos. Mas a acusação do promotor pesou para essa decisão de confessarem os delitos cometidos”. O Portal RSN tentou contato com o promotor, mas Cortesia está em férias e não foi possível encontrá-lo.

OS CRIMES

Em 4 de dezembro de 2011 as vítimas apedrejaram a casa de um vizinho já de idade, segundo informou a defesa dos réus. De acordo com Miguel Nicolau Júnior, Luan, Bruna e Alisson saíram correndo atrás dos agressores e atiraram. Isaias foi atingido fatalmente. Já, contra Kenedy Willian Sá Medeiros de Souza e Joceon de Sá de Moraes foi apenas a tentativa. Conforme os autos processuais o fato foi na rua Padre Cassiano Waldner, no bairro Morro Alto, em Guarapuava.