Com influências guarapuavanas, ele encontrou no cavaco uma maneira de expressar essa identidade. “A maior referência de cavaquinista aqui em Guarapuava, com quem a gente aprendia realmente a tocar, era o João do Cavaco. E o Zaque, que também aprendeu com o Seu João. Quando eles estavam no pagode, eles chegavam junto pra realmente ensinar a pessoa a tocar”.O samba dá uma identidade.
ALÉM DE ARTISTA, EMPREENDEDOR E PROPRIETÁRIO
Para comemorar o aniversário de 25 anos, Vini quis unir elementos essenciais da cultura que tanto amava: samba e feijoada. Convidou todos os sambistas de Guarapuava e, o que seria uma celebração da nova idade, se tornou um programa semanal. As rodas de samba o incentivaram a abrir um bar, fazendo ele se dedicar totalmente ao novo negócio. Hoje, o Buteco du Samba é o principal ponto de encontro da cidade para os amantes do gênero. Apesar de gerenciar um ambiente que ganha cada vez mais reconhecimento no cenário musical de Guarapuava, Vinicius entende que fomentar a cultura de bares e do samba na Região é uma luta. “Quero manter uma cultura que está morrendo aos poucos. Acredito que ela luta muito firmemente para continuar viva. A cultura é movida pelas pessoas, e se as pessoas resolverem não participar, o movimento inevitavelmente pode acabar".PARTICIPAÇÃO NO RAÍZES SONORAS
Ao compartilhar a vivência como cavaquinista com Orlando Silva, mediador do videocast “Guarapuava em Frequência – Raízes Sonoras da Terra”, Vinicius expressou os desafios e as conquistas que o instrumento lhe trouxe. “Muito legal, me senti muito acolhido, tanto pelo ambiente quanto pelas pessoas”.Vinicius Santos é convidado do terceiro episódio de Guarapuava em Frequência — Raízes Sonoras da Terra. O projeto, financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, tem estreia prevista para julho, com exibição nas redes do Portal RSN e no perfil do projeto no Instagram. Leia outras notícias no Portal RSN.
