A semana começa com uma nova configuração das forças políticas no Paraná. O governador Ratinho Junior (PSD) anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita no começo da noite de sábado (10), pelas redes sociais, após conversas com o candidato do PL e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Conversei com o Flávio Bolsonaro e com o governador Tarcísio. Vamos caminhar juntos pelo futuro do nosso Brasil!”
O anúncio ocorreu apenas seis dias depois do primeiro turno, quando Sergio Moro (PL) venceu a eleição para o Governo do Paraná, derrotando, entre outros adversários, Sandro Alex (PSD), candidato apoiado por Ratinho Junior. Agora, os grupos que estiveram em lados opostos na disputa estadual passam a compartilhar o apoio à mesma candidatura presidencial.
A manifestação de Ratinho Junior, no entanto, não detalhou como será a participação dele na campanha. Não houve anúncio de agenda conjunta, gravação de material eleitoral ou envolvimento direto em atos políticos. A expectativa é que o apoio seja formalizado em uma atividade nos próximos dias.
O movimento também chama a atenção pela posição do PSD. Nacionalmente, o partido adotou uma postura de neutralidade no segundo turno. Ou seja, permitindo que as lideranças definam individualmente o posicionamento na disputa presidencial.
MDB TAMBÉM
No sábado, o diretório estadual do MDB no Paraná também se posicionou a favor de Flávio Bolsonaro. Segundo o presidente da legenda no estado, deputado federal Sergio Souza, a decisão foi tomada por unanimidade entre os presentes na reunião partidária.
Em publicação nas redes sociais, o MDB paranaense informou que a decisão acompanha um movimento de outros diretórios estaduais e antecipou que haverá um encontro com o candidato nesta próxima semana. Será selado o acordo.
O posicionamento paranaense não significa, entretanto, que todo o MDB tenha aderido à candidatura. A sigla reúne diferentes correntes políticas e mantém liberdade para que os diretórios estaduais apoiem Flávio Bolsonaro, Lula ou permaneçam neutros.