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PR é referência no poker brasileiro, 12 anos após título mundial de Alexandre Gomes
Alexandre Gomes foi o primeiro brasileiro a conquistar o bracelete da WSOP. Outros nomes do Paraná já se destacam no poker nacional
Gilson BoschieroJornalista
5 min de leitura
(Foto: Reprodução)
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[caption id="attachment_217481" align="aligncenter"](Foto: Reprodução)(Foto: Reprodução) Alexandre Gomes foi o primeiro brasileiro a conquistar o bracelete da WSOP (Foto: Reprodução)[/caption]
Após decidir dar uma virada na vida, Alexandre Gomes fazia história ao conquistar o bracelete da WSOP para o Brasil, em uma emocionante partida. Era o primeiro título conquistado para o Brasil, o que representava uma vitória em dobro. Naquela época, o poker já estava entre os esportes consagrados no mundo inteiro. Mas ainda não possuía a popularidade que hoje tem no país. A vitória de Gomes inspirou outros atletas brasileiros e começou um movimento que torna o Paraná um dos estados com maior destaque no poker.
Assim como muitos até hoje, o paranaense começou a caminhada de maneira tímida. Gomes levava o jogo na brincadeira enquanto exercia a profissão de advogado. Porém, com o passar dos anos, percebeu uma chance de dedicar-se àquilo que realmente amava: os feltros. Após o grande título, seguiu se destacando em outros campeonatos como o LAPT, PCA, EPT e outras conquistas como o SCOOP. Os anos passaram. Entretanto, o nome do jogador permanece forte ainda hoje, 12 anos após a conquista que inspira jovens jogadores.
E um dos nomes que vêm conquistando espaço é Thiago Crema, ou “KKremate”. O ponta-grossense já ocupa a 13ª colocação no ranking da Global Poker Index e faturou cerca de US$ 5,7 milhões até o momento em torneios on-line, que disputa desde meados de 2015. Esses valores o tornam um dos jogadores mais premiados do Brasil em competições ao vivo.
MULHERES NO POKER
Mas ele não é o único paranaense a se destacar atualmente. Há também mulheres que não podem ser esquecidas. Afinal, para entender a evolução do poker como um todo, é necessário analisar também a crescente participação feminina no esporte da mente. Desse modo, o estado paranaense é um celeiro de boas jogadoras da modalidade.
É o caso da curitibana Dayane Kotoviezy, da equipe partypoker. Ela não apenas é a melhor jogadora no ranking nacional feminino do Global Poker Index, mas também aparece no top 10 geral de competidores (incluindo homens e mulheres), superando nomes como Yuri Martins, Pablo Brito e André Akkari.
Em julho deste ano ela conseguiu mais um prêmio, ao levar o terceiro lugar no WPT Opener, ganhando US$ 82.050 no campeonato on-line. Com a experiência, Kotoviezy se tornou mentora da Massari Poker School, uma escola voltada para jogadores que estão no início da carreira.
[caption id="attachment_217482" align="aligncenter"](Foto: Reprodução)(Foto: Reprodução) Dayane Kotoviezy é destaque feminino (Foto: Reprodução)[/caption]
PEDRO GARAGNANI
Além de Kotoviezy, outro jogador paranaense que também vem tendo bons resultados é Pedro Garagnani, mais conhecido como “Pvigar”. Ele ocupa atualmente a 7ª colocação no poker nacional, sendo portanto um dos nomes mais conhecidos do esporte nos feltros virtuais. Por causa dos circuitos que já enfrentou, Pvigar já faturou cerca de US$ 2,7 milhões, uma cifra considerável para um jovem com menos de 30 anos.
Campeão do Powerfest, Garagnani mantém uma postura discreta, preferindo manter a rotina longe dos holofotes e focar apenas nos jogos. Em uma entrevista, ele revelou que ter estudado engenharia da computação favoreceu o jogo.
"Eu sempre fui muito software-oriented, acredito que pela minha formação em informática. Sempre procurei fazer melhor uso das ferramentas que tinha disponíveis na época – começando com o SNGwizard, depois ICMizer, equilab, Flopzilla, até os mais modernos solvers. Na minha opinião são os responsáveis por tornar 99% dos jogadores que são vencedores hoje no que são. Isso unido com as muitas horas de jogo ao vivo que joguei creio que seja uma boa mescla entre teoria e exploitability".
YURI MARTINS DZIVIELEVSKI
Na ocasião, ele também demonstrou ter grande admiração por Yuri Dzivielevski, outro grande nome do Paraná e que brilha tanto nos torneios nacionais quanto nos internacionais. Dedicando-se ao esporte há mais de 12 anos, Yuri está no auge da carreira e já possui um considerável bankroll, graças às disputas presenciais e virtuais.
Portanto, Dzivielevski está entre os melhores jogadores de poker do mundo, segundo ranking divulgado pela Pocketfives. Além disso, em agosto deste ano ele conseguiu o segundo bracelete na WSOP on-line. E assim, se tornando o primeiro brasileiro bicampeão da série após bater 4.356 inscritos.
[caption id="attachment_217483" align="aligncenter"](Foto: Reprodução)(Foto: Reprodução) Yuri Dzivielevski é um dos nomes mais promissores do Estado (Foto: Reprodução)[/caption]
Desse modo, uma das características mais marcantes de Dzivielevski é o gosto pelo desafio. Talvez isso explique a paixão por torneios ao vivo, que considera bem mais motivador, apesar do cansaço das horas de jogo. Ele também gosta de encarar modalidades diferentes do poker como Omaha. E jogos que possuem mais ação como o No Limit Texas Hold'em e Pot-Limit Omaha. Sem dúvida ele é um nome que só promete se destacar ainda mais nos próximos anos.
TREINO E DEDICAÇÃO
Assim, o que se percebe é que com esses nomes, não há limite para o crescimento do poker no Estado. E como se trata de um esporte que possui vários torneios internacionais, a possibilidade se surgirem outros nomes é grande. Por fim, o que esses esportistas mostram é que para chegar ao sucesso é preciso uma boa base de estudos e treinamento, que incluem horas de dedicação.
Afinal, no poker pode se contar com a sorte, mas é necessário bem mais do que isso para formar uma boa carreira, como os bons exemplos mostrados.
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Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.