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PREVENÇÃO

PCPR orienta população sobre como identificar e evitar o golpe do falso advogado

Gilson Boschiero
Gilson Boschiero Jornalista
6 min de leitura
Polícia Civil
Polícia Civil

Recebeu uma mensagem informando que você tem dinheiro de um processo judicial para receber, mas precisa pagar uma taxa antes? Atenção, pode ser golpe! A Polícia Civil do Paraná (PCPR) orienta a população sobre os cuidados necessários para identificar o golpe do falso advogado, modalidade em que criminosos se passam por profissionais da advocacia para solicitar transferências bancárias e pagamentos indevidos.

Nesse tipo de fraude, os golpistas entram em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens, geralmente utilizando nomes, fotografias e informações verdadeiras de advogados ou escritórios de advocacia. Em alguns casos, também apresentam dados reais de processos judiciais para convencer a vítima de que existe um valor disponível para saque.

A abordagem costuma começar com uma notícia boa: a pessoa teria vencido uma ação judicial e estaria prestes a receber uma indenização. No entanto, para que o dinheiro seja liberado, seria necessário realizar um pagamento antecipado, geralmente por Pix, referente a supostas taxas, impostos ou despesas processuais.

A PCPR alerta que pedidos de transferências para contas desconhecidas, principalmente quando acompanhados de promessas de liberação imediata de valores judiciais, devem ser vistos com desconfiança. A existência de informações verdadeiras sobre um processo não significa que a mensagem tenha sido enviada pelo advogado responsável.

COMO SABER SE A MENSAGEM É VERDADEIRA?

Antes de fazer qualquer pagamento, a orientação é entrar em contato diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo, utilizando um número de telefone já conhecido ou outro canal oficial. Não é recomendado confirmar as informações apenas pelo contato que enviou a mensagem suspeita.

Conforme o delegado da PCPR Fernando Garbelini, a verificação deve ser feita antes de qualquer transferência. “Nesses casos, a vítima pode entrar de imediato em contato com o seu advogado. Ligue ou vá até o escritório para verificar a procedência das informações que foram passadas por aplicativo de mensagens”.

Outro sinal de alerta é a pressa. Mensagens que exigem pagamentos imediatos, estabelecem prazos curtos ou afirmam que a vítima perderá o dinheiro caso não faça a transferência podem ser utilizadas para impedir que as informações sejam verificadas.

A PCPR também recomenda conferir os dados do destinatário antes de qualquer transação bancária, desconfiar de mudanças repentinas no número de telefone do advogado e não compartilhar documentos, senhas ou códigos de verificação com contatos desconhecidos.

E QUANDO O CRIMINOSO SABE DETALHES DO PROCESSO?

Mesmo nessa situação, é necessário verificar a identidade de quem entrou em contato. Informações sobre determinadas ações judiciais podem ser consultadas publicamente, o que permite que golpistas utilizem dados verdadeiros para dar credibilidade à fraude.

FUI VÍTIMA. O QUE FAZER?

Caso tenha feito alguma transferência, a primeira medida é entrar em contato com o banco e informar a suspeita de fraude. Nas transações realizadas por Pix, a vítima pode solicitar a análise do caso por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento destinado a situações de fraude.

A vítima também deve registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, pela internet, no site da PCPR, ou presencialmente em uma delegacia. Para auxiliar nas investigações, é importante guardar comprovantes de transferências, capturas de tela das conversas, números de telefone utilizados pelos suspeitos e documentos encaminhados durante a tentativa de golpe.

Sobre o autor

Gilson Boschiero

Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.