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NOVA MESA DIRETIVA

Nova Mesa Executiva da Câmara reúne cinco partidos, mas maiores ficam de fora

Pedro Moraes segue no comando da Mesa, enquanto Kenny do Cartório, condenado por atropelamento em 1ª instância assume a terceira secretaria

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
5 min de leitura
Câmara Municipal de Guarapuava
Câmara Municipal de Guarapuava

A eleição da nova Mesa Executiva da Câmara de Guarapuava, nesta terça (20), terminou com uma composição que reúne cinco partidos e assegura a permanência do atual presidente, Pedro Moraes (MDB), na direção do Legislativo. Após a escolha de Nego Silvio (PL) para a presidência, os vereadores fizeram uma nova votação para definir os demais cargos da Mesa, que comandará a Casa no biênio 2027-2028. Três chapas participaram dessa etapa da disputa. Uma delas composta pelas vereadorasTerezinha Daiprai e Cris Wainer, ambas do PT; já a terceira tinha a Professora Bia (PV), Leandro (PL) e Buiu (MDB).

A composição eleita ficou assim definida:

CargoVereadorPartido
PresidenteNego SilvioPL
1º vice-presidenteRodrigo CremaRepublicanos
2º vice-presidenteVardinhoCidadania
1º secretárioPedro MoraesMDB
2º secretárioCristóvão da CruzNovo
3º secretárioKenny do CartórioMDB

A distribuição chama a atenção pela permanência de Pedro Moraes na estrutura de comando. Depois de presidir a Câmara por dois biênios consecutivos, o vereador passa a ocupar a primeira secretaria, cargo com atribuições regimentais importantes para o funcionamento da Casa. A mudança encerra o período dele à frente da presidência, mas mantém a participação direta nas decisões administrativas da Mesa.

Outro nome que chama a atenção na composição da Mesa é o de Kenny do Cartório (MDB), eleito terceiro secretário. O vereador foi condenado em janeiro de 2026 a sete anos, cinco meses e 24 dias de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo atropelamento que matou José Maceno de Almeida, de 82 anos, em dezembro de 2024, no bairro Jordão, em Guarapuava.

Conforme a sentença de primeira instância, o parlamentar dirigia sob efeito de álcool, estava com a habilitação suspensa e deixou o local sem prestar socorro à vítima. A decisão também determinou o pagamento de R$ 20 mil em reparação à família. Kenny recebeu o direito de recorrer em liberdade.

A condenação também provocou questionamentos dentro da própria Câmara. Em abril, o Conselho de Ética decidiu suspender o procedimento por possível quebra de decoro parlamentar até uma decisão judicial definitiva, considerando que a sentença ainda estava em fase de recurso. Assim, a presença de Kenny na nova Mesa Executiva acrescenta uma dimensão jurídica e institucional à composição, embora a condenação em primeira instância não implique, automaticamente, a perda do mandato.

A eleição do vereador para a terceira secretaria, portanto, ocorre enquanto permanece pendente o desfecho definitivo do processo criminal. O caso também levanta uma discussão sobre os critérios políticos adotados pelos parlamentares na escolha de representantes para os cargos de direção do Legislativo.

MAIORES FICAM DE FORA

A nova direção reúne representantes do PL, Republicanos, Cidadania, MDB e Novo. O MDB concentra duas das seis posições, enquanto as demais legendas ocupam uma cada.

Entretanto, a distribuição também revela ausências significativas. O PP, que possui quatro vereadores e divide com o MDB a condição de maior bancada, ficou sem representação na Mesa. O PT, com duas vereadoras, também não conquistou espaço.