A eleição da nova Mesa Executiva da Câmara de Guarapuava, nesta terça (20), terminou com uma composição que reúne cinco partidos e assegura a permanência do atual presidente, Pedro Moraes (MDB), na direção do Legislativo. Após a escolha de Nego Silvio (PL) para a presidência, os vereadores fizeram uma nova votação para definir os demais cargos da Mesa, que comandará a Casa no biênio 2027-2028. Três chapas participaram dessa etapa da disputa. Uma delas composta pelas vereadorasTerezinha Daiprai e Cris Wainer, ambas do PT; já a terceira tinha a Professora Bia (PV), Leandro (PL) e Buiu (MDB).
A composição eleita ficou assim definida:
| Cargo | Vereador | Partido |
| Presidente | Nego Silvio | PL |
| 1º vice-presidente | Rodrigo Crema | Republicanos |
| 2º vice-presidente | Vardinho | Cidadania |
| 1º secretário | Pedro Moraes | MDB |
| 2º secretário | Cristóvão da Cruz | Novo |
| 3º secretário | Kenny do Cartório | MDB |
A distribuição chama a atenção pela permanência de Pedro Moraes na estrutura de comando. Depois de presidir a Câmara por dois biênios consecutivos, o vereador passa a ocupar a primeira secretaria, cargo com atribuições regimentais importantes para o funcionamento da Casa. A mudança encerra o período dele à frente da presidência, mas mantém a participação direta nas decisões administrativas da Mesa.
Outro nome que chama a atenção na composição da Mesa é o de Kenny do Cartório (MDB), eleito terceiro secretário. O vereador foi condenado em janeiro de 2026 a sete anos, cinco meses e 24 dias de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo atropelamento que matou José Maceno de Almeida, de 82 anos, em dezembro de 2024, no bairro Jordão, em Guarapuava.
Conforme a sentença de primeira instância, o parlamentar dirigia sob efeito de álcool, estava com a habilitação suspensa e deixou o local sem prestar socorro à vítima. A decisão também determinou o pagamento de R$ 20 mil em reparação à família. Kenny recebeu o direito de recorrer em liberdade.
A condenação também provocou questionamentos dentro da própria Câmara. Em abril, o Conselho de Ética decidiu suspender o procedimento por possível quebra de decoro parlamentar até uma decisão judicial definitiva, considerando que a sentença ainda estava em fase de recurso. Assim, a presença de Kenny na nova Mesa Executiva acrescenta uma dimensão jurídica e institucional à composição, embora a condenação em primeira instância não implique, automaticamente, a perda do mandato.
A eleição do vereador para a terceira secretaria, portanto, ocorre enquanto permanece pendente o desfecho definitivo do processo criminal. O caso também levanta uma discussão sobre os critérios políticos adotados pelos parlamentares na escolha de representantes para os cargos de direção do Legislativo.
MAIORES FICAM DE FORA
A nova direção reúne representantes do PL, Republicanos, Cidadania, MDB e Novo. O MDB concentra duas das seis posições, enquanto as demais legendas ocupam uma cada.
Entretanto, a distribuição também revela ausências significativas. O PP, que possui quatro vereadores e divide com o MDB a condição de maior bancada, ficou sem representação na Mesa. O PT, com duas vereadoras, também não conquistou espaço.