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Justiça absolve vereadores acusados de improbidade administrativa
Márcio Carneiro, Celso Costa, um ex-vereador e outros servidores públicos eram acusados de participação em esquema de “fura fila do SUS”
AntunesJornalista
3 min de leitura
(Foto: Arquivo/Portal RSN)
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[caption id="attachment_282047" align="aligncenter"](Foto: Arquivo/Portal RSN)(Foto: Arquivo/Portal RSN) Márcio Carneiro, Celso Costa, um ex-vereador e outros servidores públicos respondiam por participação em esquema conhecido como “fura fila do SUS” (Foto: Arquivo/Portal RSN)[/caption]
Os vereadores Márcio Carneiro, Celso Costa e o ex-vereador Edony Kluber estão livres da acusação de improbidade administrativa. Isso porque, a Justiça julgou improcedente a Ação Civil do Ministério Público do Paraná (MPPR) que acusava os parlamentares e outros servidores de participação de um esquema que ficou conhecido como “fura fila do SUS”.
Conforme as informações, a decisão ocorre porque, na época da acusação, o MPPR utilizou fatos que a Justiça não considera mais improbidade administrativa. De acordo com o advogado Alexandre Dangui, a absolvição ocorre a partir da Lei nº 14.230/2021, já que o Supremo Tribunal Federal reconheceu a irretroatividade da lei somente em relação aos processos transitados em julgado.
O juiz, vendo toda essa situação que não se amolda nos dispositivos legais, entendeu por bem julgar improcedente a representação do Ministério Público. Consequentemente, absolvendo o Celso, o Edony e o Márcio de todas essas acusações de improbidade administrativa.
Além dos citados, na ação civil de 2018, o MP também acusava outra pessoas. Entre elas, a ex-presidente do Cisgap, Marcia Andrea de Britto, seis assessores parlamentares e pacientes beneficiados de tentar 'furar' a fila do SUS. Conforme apuração, com base em cruzamento de dados entre as ligações telefônicas interceptadas, depoimentos e uma auditoria no Cisgap, entre os anos de 2014 e 2015, havia chegado a 3.692 o número de casos de “fura filas” registrados.
De acordo com a investigação do MP, os agentes públicos usavam a influência para que pacientes que estavam agendados em uma fila de espera longa tivessem os nomes excluídos da lista. Na sequência, com a inclusão indevida, voltavam mais para a frente da relação, deixando outros pacientes que aguardavam a mesma consulta para trás.
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