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Câmara derruba veto de Baitala e população negra terá monumento
Prefeito alegou vício de iniciativa, mas vereadora Professora Terezinha já destinou emenda de R$ 30 mil ao IPONG para viabilizar a obra
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Câmara de Guarapuava (Foto: DirCom)
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A Câmara de Vereadores de Guarapuava derrubou o veto do prefeito Denilson Baitala ao projeto que autoriza a implantação de um monumento em homenagem à população negra e aos descendentes afro-brasileiros no município. A decisão contou com o aval do líder da bancada situacionista, vereador Nego Silvio (PL), e foi aprovada em plenário.
A proposta do monumento, de autoria da vereadora Professora Terezinha (PT), já havia sido aprovada anteriormente pelos parlamentares. No entanto, ao seguir para sanção, o texto foi vetado pelo Executivo.
Na justificativa, o prefeito argumentou que a matéria apresentava incompatibilidade de competências, por tratar de tema que seria de iniciativa exclusiva do Poder Executivo. Conforme a justificativa, Baitala reconhece a importância da iniciativa. Porém, entendeu que se tratava de incompatibilidade de competências, uma vez que a criação e implantação de monumentos envolveria atribuições administrativas próprias da Prefeitura.
A vereadora, porém, contestou o veto e afirmou que houve equívoco na interpretação. De acordo com ela, o projeto não gera ônus aos cofres municipais, pois já há previsão orçamentária. Ela disse que já destinou uma emenda parlamentar de R$ 30 mil ao IPONG (Instituto de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Guarapuava) especificamente para a construção do monumento.
“Agora é lei”, declarou a parlamentar após a derrubada do veto.
Com a promulgação, caberá ao IPONG definir os próximos passos para a implantação do monumento. Entre as possibilidades estão a abertura de concorrência pública ou a escolha direta de um artista para a execução da obra. O formato e o local da instalação ainda dependem de definição.
A iniciativa busca reconhecer e valorizar a contribuição histórica e cultural da população negra na formação de Guarapuava, inserindo no espaço público um símbolo permanente dessa memória.
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