Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
imagem-134139

Após PSB deixar base aliada, Coelho Filho continua ministro de Minas e Energia

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

imagem-134139

Da Redação, com Agência Brasil

Brasília - Quarenta e oito horas após seu partido – o PSB – anunciar oficialmente que estava deixando a base aliada do governo do presidente Michel Temer, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, seguia despachando normalmente em seu gabinete, em Brasília.

O PSB vem cobrando que Coelho Filho deixe o cargo desde que as delações premiadas dos donos e executivos da JBS vieram a público, na última quinta feira (18).

Apesar da crescente pressão de segmentos da legenda, Coelho Filho ainda não deixou claro se entregará o cargo ou se permanecerá, à revelia da decisão do partido. Assessores próximos a ele não se arriscam a antecipar os próximos passos do político pernambucano, filho do atual senador e ex-ministro da Integração Nacional do primeiro governo Dilma, Fernando Bezerra Coelho.

No sábado (20), Coelho Filho foi o único filiado ao PSB a comparecer a um almoço no Palácio da Alvorada, logo após o presidente Temer anunciar que as acusações do dono da JBS, Joesley Batista, não o levariam a renunciar ao cargo. No mesmo dia, o ministro pediu até 48 horas para anunciar à Executiva se fica ou não no cargo. Agora, encerrado o prazo, ele estaria aguardando o resultado de uma reunião das bancadas do partido na Câmara e no Senado, segundo fontes do partido.

Em nota divulgada nesta segunda (22) nas redes sociais, o diretório nacional do PSB voltou a mencionar a hipótese de expulsar Coelho Filho, após a conclusão do processo disciplinar instaurado pelo Conselho de Ética, quando o ministro se afastou do cargo, e retornou a Câmara dos Deputados para votar a favor das reformas trabalhista e Previdenciária, contrariando decisão do partido.

“As deliberações da Comissão Executiva não podem ser, em hipótese alguma, disputadas ou relativizadas por qualquer dos integrantes do partido, dado o cenário em que ocorreram e a unanimidade de que foram objeto”, diz a nota. “A sanção, que eventualmente se venha a aplicar, terá por fundamento, não apenas a infringência de disposições partidárias, mas a insensibilidade política para com as urgências dos segmentos populares”, acrescentou o PSB.

Nesta nota, o partido é mais enfático, ao afirmar que, enquanto instituição partidária, “nunca integrou o governo”. Já na quinta (18), o presidente do partido, Carlos Siqueira, e outros líderes da legenda sustentavam que o PSB jamais indicou ou chancelou o nome de Coelho Filho para ocupar o ministério. A legenda reitera a sugestão para que Temer renuncie à Presidência da República a fim de “evitar que seu julgamento amplie a crise que penaliza de maneira seríssima o país”.