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FRAGILIDADE

Após fuga, policiais frustram mais uma tentativa no cadeião de Guarapuava

Presos saíram pelo mesmo buraco cavado para a fuga anterior

Gilson Boschiero
Gilson Boschiero Jornalista
2 min de leitura

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(Foto: Reprodução)[/caption] Uma nova tentativa de fuga da Cadeia Pública de Guarapuava, na madrugada desta terça feira (12), mostra mais uma vez, a necessidade de medidas emergenciais na segurança que também envolve o setor administrativo da 14ª Subdivisão Policial. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 4 horas da manhã soou o alarme indicador de fuga, acionado pelos agentes carcerários de plantão. Um investigador da Polícia Civil e um dos agentes subiram no telhado e flagraram dois presos já fora da galeria, no solário. Eles saíram pelo mesmo buraco aberto na parede da Galeria B, por onde no dia 3 de fevereiro outros 12 já tinham fugido. Os dois presos que tentaram a fuga foram recolhidos e encontram-se na cadeia. Com uma fuga e outra tentativa registradas em menos de nove dias, a cadeia de Guarapuava se transformou, há muito tempo num estopim. Com superlotação, abrigando mais de 400 presos num local construído para ocupar 166 pessoas. A apreensão de explosivos encontrados com um jovem em Foz do Jordão, cujo objetivo segundo denúncias feitas à polícia, seria explodir o muro e provocar uma fuga em massa, revela que o local precisa ser desativado com urgência. Para isso, porém, é necessária a construção da Casa de Custódia, cuja estrutura abrigará presos provisórios - que seria a função da atual cadeia - ou seja, que aguardam julgamento e também os condenados em início de cumprimento de pena. O prazo máximo de permanência é até 90 dias, quando serão encaminhados a uma penitenciária. Em Guarapuava, já existe a área e a autorização da ex-governadora Cida Borghetti (PP), faltando apenas os recursos e a conclusão do repasse da escritura do município para o Estado. A retirada de presos provisórios das delegacias, como é o caso de Guarapuava, é um dos compromissos assumidos pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior durante a campanha eleitoral. Nesta semana a deputada Cristina Silvestri (PPS) deverá se reunir com o secretário da Segurança Pública do Paraná, General Luiz Carbonell, para pedir urgência na liberação da obra.

Sobre o autor

Gilson Boschiero

Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.